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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Um voto pela bicicleta


ANA PAULA PADRÃO: "O respeito mútuo entre bicicletas e outros veículos vem com o hábito. Mas, para que o hábito prevaleça, é preciso que haja regras e punição para quem as descumpre".






Por ANA PAULA PADRÃO
No meio das Olimpíadas de Londres, um ciclista foi atropelado e morto por um ônibus. Aconteceu perto do Parque Olímpico, na avenida de saída dos double-deckers - aquele ônibus vermelhos de dois andares que transportavam jornalistas e técnicos indo e vindo de seus hotéis. Era noite e o ciclista estava sem capacete. Confesso que não apurei de quem foi a culpa, mas posso atestar que o caso ganhou espaço e repercussão em todo o noticiário local. Os ônibus daquela linha foram suspensos por algumas horas. Ruas foram fechadas. Formou-se um gigantesco congestionamento.
Mas foi uma exceção. Em geral, ciclista é muito bem tratado no trânsito nem sempre fluido da cidade. Há faixas especiais para eles. Semáforos que indicam quando ele tem a preferência. Os motoristas os respeitam. E eles respeitam a fragilidade de sua condição sobre duas rodas usando equipamentos adequados. Roupas reflexivas, capacetes, luvas. 
A bike, lá, não serve só pra passear. Trata-se de um meio eficiente de transporte. Até o primeiro ministro vai para o trabalho em duas rodas! A convivência entre bicicletas e outros veículos é civilizada e cortês. Por isso um acidente como aquele chamou tanta atenção.
Leio uma pesquisa que diz que quanto mais bicicletas tem uma cidade menor é o número de acidentes envolvendo ciclistas. Faz sentido. O respeito mútuo vem com o hábito. Mas, para que o hábito prevaleça, é preciso que haja regras. É o que não temos nas cidades brasileiras. Regras e punição para quem as descumpre.
Estou em Barcelona agora, em férias. Vejo turmas de alegres ciclistas pedalando em faixas próprias, sinalizadas. Assim como em Londres, há pontos para aluguel de bikes. E numa cidade plana como essa, onde o verão é quente como o nosso, bicicleta é uma excelente opção.
Penso nisso e me dá uma pena da falta de planejamento, de segurança e de autoridade brasileiras. Mas as eleições municipais estão aí, batendo à nossa porta. Não custa lembrar que, para quem preza as leis que regem o saudável convívio social e a democracia, não há nada melhor e mais poderoso que o voto.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Capacete com LED aumenta segurança dos ciclistas



São Paulo - Estudantes do laboratório australiano da RMIT University criaram o capacete LunaHelm. Ele tem 104 LEDs que cobrem toda a superfície do capacete para garantir a segurança dos ciclistas durante a noite.
Wouter Walmink, Chatam Alan e Mueller Floyd, os criadores do LunaHelm, acreditam que o capacete pode tornar a bicicleta um meio de transporte mais seguro durante a noite. Isso porque o projeto permite que os ciclistas fiquem visíveis em ambientes com pouca luminosidade.
O capacete é parecido com os modelos clássicos. A diferença realmente está no sistema de luzes do objeto. Portanto, ele não oferece mais proteção do que os outros em acidentes. Apenas deve ajudar na luminosidade.
Os 104 LEDs do capacete podem ser controlados pelo ciclista com ajuda de um acelerômetro. Ele funciona como uma espécie de sensor de movimento, capaz de informar os motoristas e às pessoas ao redor sobre a existência do ciclista e suas intenções, como paradas ou conversões à direita ou esquerda.
Outro ponto de destaque do LunaHelm está em um sensor que monitora a frequência cardíaca do usuário. Além disso, esse recurso consegue modificar a forma como as luzes brilham.
No entanto, por ainda ser um protótipo, não existe previsão de quando ele começará a ser comercializado.
Veja abaixo um vídeo de demonstração do LunaHelm.

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/capacete-com-led-aumenta-seguranca-dos-ciclistas-16082012-41.shl

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Desrespeito a bikes rende 91 multas em 1 mês



Desrespeito a bikes rende 91 multas em 1 mês

Em média, agentes da CET autuaram quatro motoristas por dia; fiscalização é feita em todas as vias da capital

O PSC (Programa de Segurança ao Ciclista) fechou o primeiro mês com 91 multas aplicadas a motoristas que não respeitam a divisão de faixas com quem circula de bike. As autuações foram feitas entre 14 de maio, quando a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) começou a fiscalizar o desrespeito ao ciclista, e 14 de junho. No período, os marronzinhos aplicaram, em média, quatro multas por dia – conta sobre dias úteis.

Para efeito comparativo, todos os meses, em média, agentes e radares aplicaram 73 mil multas por desrespeito ao rodízio e outras 93 mil por excesso de velocidade em 2011.O programa visa reduzir o número de mortes de quem pedala nas ruas. Em 2011, 49 ciclistas perderam no trânsito, número igual ao registrado em 2010.

Para pressionar motoristas a respeitarem os ciclistas, três artigos (169, 197 e 220) do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) são fiscalizados. A companhia, porém, não enviou os dados subdivididos por tipo de enquadramento. O artigo 169 pune o condutor que “dirigir sem atenção ou cuidados indispensáveis à segurança”. A infração é leve, rende três pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 53,20.

O motorista que não esperar o ciclista na hora de fazer uma conversão, como determina o artigo 197, pode ser autuado em R$ 85,13 e receber 3 pontos na CNH. O artigo 220 diz que o condutor que não reduz a velocidade ao ultrapassar o ciclista, colocando-o em risco, comete uma infração grave.

A multa é de R$ 127,69 e rende cinco pontos. A polêmica norma de respeitar 1,5 m de distância do ciclista não será aplicada pois, segundo a CET, não há como medir  objetivamente essa distância. A fiscalização é feita em toda cidade, mas pontos onde ocorreram mais acidentes recebem maior atenção.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CARRO X BIKE


Navegando na internet, me deparei com essa fofura de vídeo! Curto, simples e direto.
Os personagens traçam uma narrativa de comparação entre o bonequinho que escolhe ir de carro para o trabalho e o que escolhe a bicicleta. Interessante notar a mudança de humor de ambos no decorrer do trajeto.
O motorista sai de casa feliz e contente no conforto do seu carro, mas se irrita fácil e chega estressado no destino. Já o ciclista vai melhorando seu humor no decorrer do tempo, porque para quem usa a bicicleta, o caminho escolhido também é parte importante do deslocamento – não só a saída e a chegada.
Legal notar, ainda, um comportamento bem comum na vida real: o simples fato de ter alguém pedalando é capaz de deixar muito motorista transtornado, acelerando e cortando os outros no trânsito. Em vez de dar passagem e proteger o ciclista, algumas pessoas se sentem humilhadas e profundamente atingidas quando uma simples bicicleta passa pelo seu carrão. E se o ciclista estiver sorrindo, então?! Meu Deus!
Quer sorrir, chegar feliz e mais disposto no trabalho? #VaDeBike

Uso de bicicleta terá normas específicas



Uso de bicicleta terá normas específicas

Emplacamento do veículo elétrico não será exigido, segundo Denatran

Para regulamentar a circulação das bicicletas elétricas, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) vai criar normas específicas para o meio de transporte alternativo e ecológico, mas ainda não há data definida para a publicação das regras.

Veículos com até quatro quilômetros de potência vão ser equiparados a bicicleta comum, segundo o Denatran. Assim, os condutores não vão precisar de habilitação nem capacete. Além disso, não vai ser exigido o emplacamento do veículo.

O objetivo é que a regulamentação coloque um ponto final na polêmica sobre o transporte que veio à tona após um ciclista com bicicleta elétrica ser multado e rebocado pela Lei Seca, em abril. Na ocasião, Estado, Município e o Governo Federal divergiam sobre se o veículo era ou não um ciclomotor e se exigia carteira.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, baixou decreto estipulando limite de 20 quilometros por hora e 16 anos para quem pilota as bicicletas elétricas nas ciclovias, sem necessidade de habilitação.

Em uma resolução de 2009, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) equipara a bike elétrica a ciclomotor, o que exige habilitação. Já o Código de Trânsito Brasileiro delega a municípios a regulamentação e o licenciamento dos ciclomotores.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Projeto de compartilhamento de bicicletas ganha mais 5 pontos em SP

Ao longo da próxima semana, outros cinco estações serão instaladas.
Capital terá 20 pontos e 100 bicicletas disponíveis aos usuários.



Estação Cinemateca, em São Paulo, já está disponível para o empréstimo de bicicletas (Foto: Nathália Duarte/G1)Estação Cinemateca, em São Paulo, tem disponível o sistema de empréstimo de bicicletas (Foto: Nathália Duarte/G1)
O projeto de compartilhamento de bicicletas da Prefeitura de São Paulo ganhará mais cinco novos pontos de retirada e devolução a partir deste sábado (11). Ao longo da próxima semana serão instalados mais cinco novas estações de compartilhamento de bicicletas. Os novos pontos estão localizados nos Jardins e Pinheiros, na Zona Oeste.
Com estas novas instalações, o projeto denominado Bike Sampa contará com 20 pontos e um total de 200 bicicletas disponíveis para os usuários. A previsão é que, até o fim do ano, sejam cem estações e mil bikes disponíveis.



Pelo projeto, as bicicletas ficam disponíveis para a população em bases separadas por até um quilômetro de distância, cujo objetivo é facilitar a integração do ciclista às outras modalidades de transporte público.
As bicicletas ficam à disposição dos usuários todos os dias da semana, da 6h às 22h. Para usar o sistema compartilhado, é preciso preencher um cadastro na internet. A bicicleta pode ser usada por 30 minutos ininterruptos e quantas vezes por dia o usuário desejar. Para isto, basta que, após esta meia-hora, o ciclista estacione o equipamento em qualquer estação por um intervalo de 15 minutos. Para continuar utilizando a bicicleta sem intervalo serão cobrados R$ 5 por cada meia hora subsequente.
As novas estações estão localizadas nos seguintes endereços:
- Itaú Cultural, na Rua Leôncio de Carvalho esquina com a Alameda Santos;
- Metrô Brigadeiro, na Alameda Santos esquina com a Rua Maria Figueiredo;
- Alameda Joaquim Eugênio de Lima, esquina com a Rua José Maria Lisboa;
- Alameda Jaú, em frente à Rua Marília;
- Rua Estados Unidos, em frente ao número 368 da Rua Madre Teodora.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

De bicicleta em Londres




Segurança é fundamental: Bike messenger não dispensa capacete e luva 
Por Mario Mele

Na semana passada, a morte de um ciclista atropelado por um ônibus nas imediações do Parque Olímpico gerou polêmica quanto à segurança do trânsito em Londres. Após o incidente, o prefeito Boris Johnson imediatamente declarou sua profunda tristeza e se desculpou publicamente com os familiares da vítima que tinha 28 anos.
Os ingleses ficaram ainda mais inconformados porque o ônibus se tratava de um veículo olímpico oficial, que transportava jornalistas a uma luta de boxe. Até o campeão olímpico e último vencedor do Tour de France, Bradley Wiggins, veio a público para clamar por “novas leis de tráfego, incluindo a obrigatoriedade do uso do capacete”. “Ciclistas e motoristas só têm a ganhar com a implementação de leis de segurança para ambas as partes”, disse logo após ter a medalha de ouro pendurada no pescoço.            
É verdade que há mais pessoas pedalando pela capital inglesa do que em qualquer outra cidade brasileira. Basta notar as Barclays, o sistema de bicicletas compartilhadas espalhado pela cidade, para ver o quanto a bicicleta é um meio de transporte habitual e bem aceito. Por isso, a impressão que fica é a de que o acidente que envolveu o ciclista na última semana foi um caso infeliz e isolado, uma fatalidade que chamou ainda mais atenção por causa dos jogos.

Bicicleteiro londrino: Bike shop nos arredores de Camden Town


PARA TENTAR ENTENDER COMO SE COMPORTAM CICLISTAS e motoristas no trânsito londrino, pedalei entre os bairros de Bethnal Green, ao leste de Londres, e o Soho, já na região central. O trajeto foi orientado por vendedores-ciclistas da Rapha, uma marca inglesa de ciclismo focada tanto de performance quanto estilo, presentes durante todo o tempo.
O começo foi por ruas calmas paralelas à avenida City Road. E o clima tranquilo da região somado a um agradável fim de tarde tornavam o pedal um passeio no parque. É um bom momento para entender as bikes inglesas: se carro se dirige do lado direito – e geralmente leva mais de uma semana para se acostumar com isso – na bicicleta os freios também são opostos. Portanto, se você tem o costume de travar a roda dianteira para subir a guia sem tocar a roda de trás, ou acionar com força o freio traseiro, fique atento para não correr o risco de voar por cima da bicicleta.
Educação para os ingleses significa cada um fazer a sua parte. Ao cruzar o farol vermelho as chances de ouvir uma “cornetada” no ouvido são grandes. Todo cuidado é necessário: nesse caso eles preferem afundar a buzina a pisar no freio. Por outro lado, geralmente os londrinos respeitam a distância de 1,5 metro ao ultrapassar um ciclista – e isso também vale aos motoristas de ônibus, que mesmo em grandes avenidas do centro não têm ciúme em dividir a pista exclusiva com os bikers urbanos. Uma indicação simples, mas significativa, de que respeitar para ser respeitado, é de fato, uma atitude que funciona naquela cidade. E o resultado é que todos saem ganhando.

  
Sinal verde: bike e carro se respeitam em Londres

Pelas ruas de Marylebone, já no centro da cidade, o tráfego é intenso. Antes, porém, cortarmos Camden Town e o Regentes Park, um dos principais lugares ao ar livre de Londres. Nessa região que também é próxima ao zoológico, ciclistas de estrada giram forte pela manhã e no final da tarde, e se enfezam se são obrigados a “tirar o pé”. “Pedale mais próximo à calçada”, disse-nos um em tom de bronca. 
 “A mentalidade até que melhorou de uns dez anos para cá”, comentou um dos ciclistas-guias da Rapha que orientaram o city tour de pouco mais de uma hora. Na verdade ele se referia ao pensamento e à atitude dos motoristas em relações aos ciclistas urbanos de Londres, e não ao comportamento de alguns bikers focados em treinamento.
Minutos depois chegaríamos à loja principal da Rapha em Londres, cravada no coração do Soho e cercada de pubs lotados. Em um ambiente festivo, ainda mais propiciado por um happy hour ensolarado, presenciamos pela TV o ciclista Ed Clancy, atleta patrocinado pela Rapha, esmigalhar o recorde mundial de pista na categoria quarteto e ganhar a medalha de ouro para a Grã-Bretanha. Os aplausos e “cheers” puxados pelos ingleses naquele momento só mostravam o quanto vale a pena pensar e agir em prol da bicicleta, como fizeram Wiggins e o prefeito de Londres na semana passada.

  
   
Diversidade: Cada um no seu estilo

Bicicletas elétricas em destaque



Bicicletas elétricas em destaque


Aos poucos, as bicicletas elétricas começam a ganhar espaço. Nos grandes centros - como a cidade de São Paulo e o Grande ABC -, elas surgem como excelente opção de transporte de curtas distâncias no dia a dia.
De olho neste mercado, a CRZ E-Power - empresa do Grupo Zongshen e dona das marcas Kasinski e Velle - traz para o Brasil novos modelos de bikes que usam motor elétrico para auxiliar o ciclista.
Para quem encara o asfalto, a opção é a City Bike, equipado com quadro de aço ou de alumínio - design pode ser masculino ou feminino. De acordo com a fabricante, a City Bike tem autonomia de 40 quilômetros e ajuda o ciclista até os 25 km/h - a partir desta velocidade, toda a força fica por conta de quem pedala. O preço sugerido parte de R$ 2.299.
Já a Bicicleta Elétrica 3000 faz o estilo montain bike e tem bateria de íon de lítio que proporciona autonomia de até 50 quilômetros, de acordo com a forma de condução. A velocidade máxima é de 25 km/h e a transmissão é de 21 marchas. O tempo de recarga da bateria é de aproximadamente de seis horas e o valor sugerido é de R$ 3.590,00.
FÁBRICA - A CRZ E-Power pretende construir uma fábrica em Sapucaia (RJ) destinada somente às magrelas elétricas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Transmissão continuamente variável permite marchas infinitas


Transmissão continuamente variável permite marchas infinitas



Sistema utiliza esferas para mudar o torque.
Sistema utiliza esferas para mudar o torque.
Foto: Divulgação
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Depois das correias de carbono e dos câmbios integrados ao cubo da roda, a transmissão continuamente variável (TCV) promete uma nova experiência ao pedalar. Apesar de ter uns quilos a mais, essa novidade apresenta potencial para agradar o público iniciante no mountain bike.

O grande diferencial da tecnologia é a inexistência de “degraus” entre uma marcha e outra. De certa forma, nem se pode falar em marchas, pois a mudança de torque – a força transmitida do pedivela para a roda – é continua entre o menor e o maior valor. Isso é possível graças a um sistema de esferas e trilhos que se movimentam no interior da peça.

Assim como outros modelos modernos, o câmbio com TCV é integrado ao cubo da roda traseira, o que praticamente elimina o risco de acidentes, como uma corrente escapar ou o próprio equipamento enganchar em algum arbusto. 

Para mudar as marchas, o ciclista pode escolher qualquer posição no trocador. Assim, as possibilidades são virtualmente infinitas, ao invés das 8, 11 ou 14 marchas previamente definidas nos modelos integrados tradicionais.

Tecnologia centenária. O primeiro esboço de uma transmissão continuamente variável surgiu na Itália, em meados de 1490. Seu criador foi ninguém menos que Leonardo Da Vinci, o mais renomado artista e cientista do Renascimento.

Contudo, foi apenas em 1935 que surgiu a primeira patente de uma TCV. Com o tempo a tecnologia foi adotada em alguns veículos como snowmobiles e motocicletas, e mais tarde até as montadoras de carros adotaram o câmbio para alguns modelos.

NuVinci. Em 2007, o sistema chegou às bicicletas pela Fallbrook Technologies, sediada em San Diego, Califórnia, com o sistema NuVinci. O modelo mais novo se chama N360, e por enquanto só está disponível na Europa, América do Norte e Ásia, por 350 dólares, em média. A empresa também criou um sistema automático de troca de marchas chamado Harmony, especialmente indicado para as e-bikes.

O câmbio com trocador padrão pesa cerca de 2,5 quilos, e possui variação de 360% entre o valor mais alto e mais baixo de torque. Com um sistema de câmbio dianteiro, a diferença sobre para 540% entre a maior e a menor “marcha”. 

Comparativamente, um câmbio traseiro de mountain bike, em modelo semi-profissional, tem aproximadamente 235 gramas, mais 260 do cassete com 9 velocidades e 400 do cubo da roda, que totaliza 895 gramas, em média. A variação de força de um modelo desses, com pedivela triplo, é de 581% entre o valor maior e menor de torque.

Apesar da grande diferença de peso, pela internet já existem relatos de ciclistas que adotaram o NuVinci N360 para o mountain bike. Entre os aspectos valorizados estão o baixo risco de falhas, a facilidade de uso e a confiabilidade.

Segundo Adil Filoso, especialista em bikes aro 29, o sistema não deverá fazer muito sucesso no mountain bike. “Entretanto, pensando no [câmbio] Rolhoff, o concorrente que já está consolidado no mercado, pode ser uma solução "trouble free", [livre de falhas], para bikes customizadas”.

Já o ciclista e empresário Daniel Alipert acredita um pouco mais no potencial da novidade. “Se perder peso, poderia até ser usado no moutain bike competitivo”, afirmou. Ele testou o câmbio em uma feira de bicicletas nos Estados Unidos e, apesar de ter pedalado em um rolo de treinamento, aparentemente aprovou a inovação. “A troca de marchas é realmente muito suave, achei muito interessante”.

Resta a pergunta ao leitor: esse tipo de câmbio pode ser vantajoso para o mountain bike?

Confira abaixo o vídeo promocional do N360



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Bike Sampa prevê mil bicicletas para São Paulo ainda este ano


Bike Sampa prevê mil bicicletas para São Paulo ainda este ano

Espera-se que até 2014 estejam disponibilizadas três mil bicicletas, 

espalhadas por todas as regiões da capital



Bike_Sampa
SÃO PAULO – O projeto Bike Sampa espera que, ainda este ano, a cidade de São Paulo tenha mil bicicletas para empréstimos, em 100 estações entre as regiões Sul e Oeste da cidade. Desde o dia 24 deste mês, dez estações do Bike Sampa, localizados na Vila Mariana, já estaão funcionando.
Ao todo, até 2014, o projeto prevê três mil bicicletas, disponibilizadas em 300 estações em todas as regiões da capital. As estações ficarão separadas por até um quilômetro de distância, para facilitar a integração com outros meios de transporte.
 “Sempre pensamos na contrapartida que estaríamos dando para a sociedade, e assim chegamos a este modelo que visa interligar transporte coletivo com bicicletas, de modalidade urbana com segurança”, disse o secretário municipal de Transportes de São Paulo, Marcelo Branco.
Como funciona?O Bike Sampa é uma parceria da Secretaria Municipal dos Transportes, Serttel/Samba e o Itaú Unibanco, que visa oferecer uma opção de transporte sustentável.
Estações inteligentes foram colocadas em alguns pontos da cidade, onde usuários cadastrados podem retirar uma bicicleta, das 6h às 22h, utilizá-la e devolvê-la na mesma, ou em outra estação. Para utilizar a bicicleta é necessário ter uma “Habilitação de Passe Bike Sampa”, que custa R$ 10,00.
Viagens de até 30 minutos são de graça, após esse período, a cada meia hora é cobrada uma taxa de R$ 5,00.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Táxi-bicicleta é lançado na Ilha de Paquetá


Táxi-bicicleta é lançado na Ilha de Paquetá
Táxi-bicicleta é lançado na Ilha de Paquetá
Será lançada nesta quarta-feira a primeira cooperativa carioca de táxi-bicicleta, principal meio de transporte sustentável utilizado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro.

O veículo tem formato de um triciclo, e funciona através de um motor elétrico com bateria recarregável. Segundo a Cooperativa, em Paquetá, o transporte é usado na hora de ir às compras , e atende principalmente aos idosos, que são 70% dos moradores da Ilha.
 Com a formalização do serviço, que conta com 150 condutores, a Cooperativa pretende expandir o projeto para além da Baía de Guanabara e passe a atender a Barra da Tijuca e a Zona Sul do Rio.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Bicicletas: Vídeo mostra como surgiram as ciclovias na Holanda





A Holanda é sempre lembrada como exemplo de infraestrutura cicloviária, um lugar onde o uso da bicicleta é amplamente incentivado. Em muitas cidades é possível dizer que há mais bicicletas circulando do que automóveis.

É surpreendente, mas na Holanda o carro é pouco usado e as cidades são planejadas pensando nas bicicletas.

O vídeo acima foi traduzido por Joni Hoppen, da Holland Alummni Network, e explica como esse país conseguiu planejar e construir a rede cicloviária que possui hoje. Ele mostra que a Holanda, assim como o Brasil, já teve muitos carros nas ruas e pouco espaço para as bicicletas.

Quem sabe o Brasil segue o exemplo da Holanda e começa a planejar, aperfeiçoar e implementar suas ciclovias!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Bicicleta é decorada com tricô na Alemanha


Bicicleta é decorada com tricô na Alemanha


Bicicleta foi decorada na cidade de Bamberg.
Iniciativa faz parte de projeto conhecido como 'tricô urbano'.


Uma bicicleta foi decorada com tricô em frente a uma loja de lã e bordados em Bamberg, na Alemanha. A iniciativa faz parte de um projeto de rua conhecido como "tricô urbano", no qual  objetos urbanos, como lixeiras, bancos e postes de iluminação, são decorados.
Bicicleta foi decorada com tricô em frente de loja em Bamberg. (Foto: David Ebener/AFP)Bicicleta foi decorada com tricô em frente de loja em Bamberg. (Foto: David Ebener/AFP)
Iniciativa faz parte de um projeto de rua conhecido como 'tricô urbano'. (Foto: David Ebener/AFP)Iniciativa faz parte de um projeto de rua conhecido como 'tricô urbano'. (Foto: David Ebener/AFP)http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2012/08/bicicleta-e-decorada-com-trico-na-alemanha.html

domingo, 5 de agosto de 2012

Dafra lança as bikes elétricas Vex na Bike Expo Brasil





A Dafra entra no mercado de bicicletas elétricas com a linha Vex, marca da fabricante de motos que está sendo apresentada na edição 2012 do Bike Expo Brasil, feira que acontece até esse domingo, dia 5 de agosto, no pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo (SP).
O público que visitar o estande da Vex no evento, aberto ao público em geral somente nesse domingo, pode conferir em primeira mão as bikes elétricas VL e VX, que estarão disponíveis nas lojas, magazines e redes de varejo de todo o Brasil a partir de setembro.
Segundo a fabricante, o ciclista pode utilizar o motor elétrico da bicicleta como assistência ao pedal, permitindo uma maior ou menor atuação do motor elétrico, ou usando apenas o propulsor elétrico, sem a necessidade de pedalar em conjunto.
As bicicletas Vex VL e VX são produzidas na fábrica da Dafra, em Manaus (AM). Os preços dos modelos não foram divulgados.
Os ingressos para visitar o Bike Expo Brasil custam R$ 20 para adultos e R$ 15 para menores.
Fotos: Divulgação

Brasileira começa bem, mas leva “tombaço” de bicicleta e fica sem medalha no triatlo dos Jogos Olímpicos


Pâmela Oliveira caiu sozinha enquanto estava no pelotão da frente

Pâmella sai da água entre as primeiras (Foto: Tim Wimborne/Reuters)
A brasileira Pâmela Oliveira estava bem posicionada para brigar por medalha no triatlo feminino dos Jogos Olímpicos de Londres, mas ela tomou um tombo no começo do ciclismo e ficou sem chance de subir ao pódio.
Pâmela terminou a natação na quarta colocação, e manteve a posição na transição para o ciclismo. Porém, quando brigava com as líderes da prova no primeiro pelotão, a brasileira escorregou em uma curva e levou um baita tombo, que fez as costas da atleta ficar com um grande arranhão.

Além disso, Pâmela precisou verificar a bicicleta e perdeu ainda mais tempo, caindo para o segundo pelotão da prova, que estava em média dois minutos atrás do primeiro. Nesse ponto, as chances de medalha já não existiam mais. Na transição para a corrida, ela estava no 38º lugar, com 1min55s de desvantagem para a líder, a alemã Anja Dittmer.
Na corrida, a brasileira mostrou que teria condições de brigar por uma boa posição e ultrapassou várias adversárias. Na primeira volta, ela já era 31ª. No fim, ela terminou em 30º.
O ouro ficou com a suíça Nicola Spring, a prata foi para a sueca Lisa Norden e o bronze acabou nas mãos da australiana Erin Densham.
R7 transmite os Jogos Olímpicos de Londres em cinco canais exclusivos, 24 horas. E durante os Jogos, além da transmissão ao vivo e com sinais exclusivos, você encontra no portal os vídeos de todos os melhores momentos da maior disputa esportiva do mundo. Até o dia 12 de agosto, Olimpíada é no R7, Record e Record News, os canais oficiais de Londres.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Empresa japonesa constrói bicicleta movida a hidrogênio




A bike, ainda não comercializada, tem autonomia de 45 km e pesa 31 Kg


Iwatani, uma corporação do ramo energético com sede em Tóquio, desenvolveu uma bicicleta que usa o gás hidrogênio como combustível. O projeto levou três anos para ser concluído e, desde outubro passado, a bike está em exposição em diversas feiras tecnológicas.

Editora Globo
>> Bicicleta twitta notícias de evento inglês
>>Bicicleta elétrica x tradicional. Qual é melhor?

A bicicleta conta com uma célula combustível na traseira e um tanque de armazenamento de hidrogênio. O sistema pesa pouco mais de 1 kg, tem capacidade para guardar até 80 litros do gás em baixa pressão e gera uma energia de 60 Watts.

A bike tem autonomia para 45 km ou 3 horas de uso ininterrupto da bateria. Quando sua a bateria está descarregando, o tanque de hidrogênio libera gás para a célula combustível produzir mais energia. Enquanto isso, o ciclista pedala junto. Isso aumenta cerca de 1,5 vezes a distância que ele percorreria somente com a bateria.

Agora as más notícias: o peso da bicicleta a hidrogênio é de 31 kg – uma normal pesa cerca de 12 kg e uma elétrica pesa aproximadamente 35 kg. Se mesmo assim você estiver disposto a encarar o esforço pelo bem do planeta – o hidrogênio é um combustível abundante e considerado muito limpo – , a bike ainda não atingiu um nível de eficiência que possibilite sua fabricação e comercialização em grande escala.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Bicicleta de papelão que aguenta ciclistas de até 140kg



Essa história é incrível por vários motivos. Vejam como esse humilde artesão de Israel conseguiu construir essa bike feita de papelão.
Mesmo quando todos diziam que seria impossível, o artesão Izhar Gafni, que é fascinado por fazer coisas inusitadas com materiais diferentes, resolveu construir uma bike feita de papelão reforçado reciclado.
Ele teve a ideia após ver uma reportagem sobre um outro maluco que tinha construído uma canoa com esse mesmo material. Daí em diante ele se dedicou a esse projeto.
Ele desenvolveu uma técnica de dobradura do papelão que reforçada muito a estrutura e após muitas tentativas e estudo ele conseguiu finalizar a bike feita praticamente toda de papelão, inclusive as rodas, sistema de transmissão, selim e mais um monte de coisas. Incrível!


http://www.praquempedala.com.br/blog/bicicleta-de-papelao-que-aguentam-ciclistas-de-ate-140kg/

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O Ciclista equilibrista do Jardim Helena


O baiano Adailson Barbosa dos Santos, 40, trabalha com ferragens e mora há mais de dez anos no Jardim Helena, zona leste de São Paulo. Nas ruas do bairro, ele procura lugares inusitados para mostrar a ‘arte’ do equilibrismo.

Adailson dos Santos equilibra um botijão vazio em plena avenida Marechal Tito, na zona leste de SP
Adailson passeia com sua bicicleta em meio ao caótico transito da avenida Marechal Tito,  transportando sobre a cabeça um botijão de gás vazio. “Faço isto para mostrar minha arte e ser reconhecido por todos pelo que faço de melhor”, diz Santos.
Segundo ele, o equilibrismo na bicicleta com um botijão ou com uma melancia já é um evento conhecido por todos do bairro.
Atualmente, Adailson prepara um novo número. “Estou treinando para carregar 16 baldes de água sobre a cabeça. Vocês ainda vão me filmar fazendo isto”, diz.

Entre os carros, Adailson dos Santos equilibra uma melancia e um botijão de gás. Foto: Gilberto Travesso

Menino cego pedala de bicicleta.


Você vai conhecer agora a história de um menino chamado Ben. Ele virou notícia porque venceu a deficiência de forma extraordinária. Com o apoio incansável da mãe, ele desenvolveu capacidades quase sobre-humanas. E pra contar essa história de superação, o repórter Rodrigo Alvarez esteve com Ben na cidade de Sacramento, na Califórnia.
Quem passa distraído por uma rua em um subúrbio da Califórnia tem a impressão de que Ben Underwood é um adolescente como os outros. Ele tem 16 anos, está sempre sorrindo e é brincalhão. Apaixonado pelo basquete e pra lá de abusado na bicicleta.
Quando a equipe de reportagem do Fantástico chegou, o adolescente estava longe de casa. A mãe teve que chamá-lo pelo celular, e ele veio de longe, esbaforido.
Em quase tudo, ele é como os amigos do bairro, não fosse por um importante detalhe: ele é cego. Aos 3 anos, apareceram manchas brancas nos olhos de Ben. Os médicos diagnosticaram câncer nas retinas e, mesmo depois de duas cirurgias, ele perdeu completamente a visão.
Fez experiências com a bengala, só que ficou tão perdido e desistiu. E, sem que ninguém lhe ensinasse, acabou desenvolvendo uma habilidade incomum: começou a estalar a língua e descobriu que era possível “enxergar” com os ouvidos. Criou uma espécie de radar, ou sonar. Ele se orienta pelo eco do som que produz.
Hoje, enquanto caminha, sabe exatamente onde estão os carros. Na bicicleta, ele aponta mostrando que tem uma árvore à direita. O repórter pede para ele parar perto de uma outra árvore, e Ben não se engana.
“Quando eu estava andando por aqui, antes, eu detectei a árvore. E agora sei exatamente onde ela está. Eu posso ouvir que tem uma árvore aqui”, diz o adolescente.
Mas como ele sabe diferenciar uma árvore de um carro?
“A árvore é muito menor, é mais fina. O carro é comprido. Mas saber o ambiente em que estou me ajuda muito. Se tivesse um carro no meio da floresta, talvez eu pensasse que era um animal ou qualquer outra coisa”, explica Ben.
Para mostrar a precisão da “tecnologia” de Ben, propusemos um desafio – e é claro que ele topou. Colocamos uma lata de lixo em um corredor barulhento, onde funciona um estúdio de música. E ele desviou da lata com uma manobra milimétrica.
Depois de vencer os obstáculos, dentro do estúdio, Ben encontrou um universo onde tudo toca a seu favor. Durante muitos anos, Ben usou o método instintivamente, sem saber que estava reproduzindo algo conhecido pela natureza. É o que a ciência define como eco-localização, comum entre os golfinhos e morcegos, mas extremamente raro entre os seres humanos.
Debaixo d’água, os golfinhos emitem sons que se propagam em ondas e, ao se encontrar com objetos, voltam a eles, na forma de eco. O lapso de tempo entre os sons emitidos e o eco permite ao golfinho determinar a distância que o separa do objeto. Algo parecido acontece com Ben.
A mãe acredita que o filho desenvolveu essa habilidade porque nunca disse a ele que estava cego. Desde pequeno, ele aprendeu a ver com os outros sentidos.
“Depois da segunda cirurgia ele acordou e disse: ‘Mãe, eu não posso ver, eu não posso ver’”, diz a mãe.
Ela conta que mostrou a Ben que ele podia usar as mãos, o nariz e os ouvidos para entender o mundo.
“Eu nunca deixei ele perceber que eu estava com medo e nunca chorei na frente dele. Eu nunca disse que ele era diferente dos outros, porque não existem diferenças”, continua a mãe.
Bom, se as diferenças existem, podem ser a favor de Ben. Com ouvidos super poderosos e mãos velozes, ele derrota qualquer adversário no videogame.
Ben venceu mais uma. Recentemente, o câncer reapareceu. Ben tem poucos cabelos porque voltou a fazer quimioterapia, mas continua sonhando com o futuro. “Quero ser inventor, ator, escritor e criador de jogos de videogame”, diz Ben.
Se ele se sente feliz? A resposta parece óbvia. Basta observar um pouco para entender algo que Ben já enxergou há muito tempo.
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